domingo, 1 de abril de 2012

Meditação

Sete técnicas para meditar e acalmar a mente
De olhos abertos, com música ou caminhando, uma delas é a sua cara


A lista de benefícios oferecidos pela meditação não encontra limites. A técnica milenar ajuda a disciplinar e acalmar a mente, trazendo conforto emocional e aumentando nossa capacidade de concentração. "É um exercício ótimo para nos ajudar a lidar com as nossas emoções", diz Maria José Rocha Correia, professora da Associação Palas Athena.

E se você é do tipo que nunca nem pensou em usufruir de tudo isso, apavorado só de pensar na combinação cheiro de incenso mais música instrumental, tem tudo para mudar de idéia. Existem técnicas para todos os tipos de perfil: dá para meditar de olho aberto, vendo uma imagem bonita, entoando mantras ou simplesmente em silêncio, num lugar calmo.

O tempo para sentir todas essas melhoras varia de uma pessoa a outra e tem pouca relação com a duração da prática. "O que conta é a firmeza de propósito, a disciplina e a regularidade para criar o hábito", explica Maria José. É isso mesmo. A meditação é a ginástica da mente, com a vantagem de que bastam 15 minutos diários para desencadear as mudanças na vida dos praticantes.

Há muitas técnicas que conduzem a mente à tranqüilidade. Veja as principais:



Corpo São
Apoios fisiológicos usados para melhorar o estado mental. É uma das mais comuns e simples de fazer. Concentre-se na respiração, nas batidas do coração ou na pulsação do corpo. Sente na chamada pose de índio (ou posição de lótus), com a coluna reta e as pernas cruzadas. Feche os olhos e focalize o fluxo de ar que entra e sai de seus pulmões.

Essa técnica é aplicada no budismo japonês. "Se uma pessoa está ansiosa e agitada, o gesto de inspirar e expirar o ar longamente simboliza expelir o que está incomodando. É a saída do excesso de peso, propiciando um estado de serenidade", explica Maria José. A prática hinduísta do tantrismo se concentram nas pulsações e o taoísmo, baseado na filosofia chinesa, nos batimentos cardíacos.

Cristã e bhakti-ioga
O foco da meditação são as divindades, orações ou textos sagrados. Resgatada pelo monge beneditino inglês John Main (1926-1982), está baseada na repetição de um mantra (sons). Sente-se com as costas retas em um lugar tranquilo, duas vezes ao dia, no período da manhã e à noite. Feche os olhos e repita o mantra Maranatha, que em aramaico significa "Venha, Senhor. Venha, Senhor Jesus".

Transcendental
Não requer concentração ou contemplação. É baseada na repetição de um som particular só conhecido pelo iniciado.

Zen-Budista
Uma das técnicas dessa corrente do budismo é a meditação andando do monge Thich Nhât Hanh. Ao caminhar, conte os passos e sincronize-os com a respiração

Dinâmica
Criada, especialmente para os ocidentais, pelo líder espiritual Mohan Chandra Rajneesh, o Osho. A técnica mistura elementos de várias culturas, como músicas, danças e movimentos para se conectar com o presente.

Raja Yoga
O foco é a reflexão. Sentados numa posição confortável e de olhos abertos, os praticantes mentalizam pontos positivos da natureza humana, como perdão, bondade, generosidade, compaixão e amor incondicional.

Concentração
Mantras (sons), formas geométricas ou cores são o ponto de atenção. É comum nas práticas hinduístas e budistas. Os praticantes concentram-se num desses aspectos e fazem com que pensamentos e emoções se direcionem a ele.

A prática da meditação
Primeiramente devemos escolher um local silencioso, arejado e limpo. O quarto de dormir é o ideal.
Depois devemos nos acomodar em uma posição confortável, na qual seja possível permanecer por um bom tempo sem se mover.
Pode-se se sentar com as pernas cruzadas ao estilo oriental ou deitar-se com a barriga para cima, as pernas esticadas e os pés unidos.
Após isso deve-se fazer o relaxamento de todo o corpo, e para isso usaremos a técnica que já vimos nas primeiras lições deste curso.

Feito isso, iremos utilizar o método descrito abaixo e passar a praticar a meditação propriamente dita.
Ao praticar a meditação entenda que seu único objetivo deve ser silenciar a mente, parar com sua agitação e com a sucessão de pensamentos que normalmente ocorre.
Quando se consegue alcançar o silêncio absoluto da mente, ou seja, a ausência total de pensamentos, é que experimentamos o Vazio Iluminador, o êxtase místico, a liberdade da alma.
Quanto mais se pratica a meditação mais a mente vai se aquietando, e mais perto estaremos de alcançar o Vazio Iluminador.

Não se preocupe em saber como deve ser o Vazio Iluminador ou qualquer coisa do tipo. Concentre-se apenas na técnica de meditação que você estiver fazendo.
Seu objetivo deve ser apenas silenciar a mente, nada mais. O demais virá por acréscimo.

A mente é como um animal selvagem que precisa ser domado para obedecer.
Inclusive isto é simbolizado na passagem bíblica na qual o grande mestre Jesus entra em Jerusalém montado sobre o asno, o burrico.
Se quisermos entrar na Jerusalém celestial, nas dimensões superiores da natureza, devemos montar, domar e controlar o asno, ou seja, a mente.

Os Koans
Um koan é uma frase enigmática que tem como objetivo propor um problema à mente que ela não consegue resolver.
Dessa forma fazemos com que a mente se canse procurando uma resposta que ela não pode encontrar, uma vez que a resposta para um koan está além da mente, em um nível superior.
Conforme a mente vai se cansando ela vai também se aquietando até ficar em completo silêncio.

Esse é o objetivo do koan: silenciar a mente e ao mesmo tempo atrair levemente o sono.
Quando adormecemos, mesmo que por um breve instante, com a mente em silêncio, é que vivemos a experiência mística.
Pode-se escolher um dos seguintes koans para praticar a meditação:

"Quem é aquele que está só no meio de dez mil coisas?"
"Se tudo se reduz à unidade, a que se reduz a unidade?"

Também podemos usar um outro koan, nos concentrando e imaginado a seguinte situação:
Existe um profundo abismo e na beira deste uma grande árvore está plantada. Essa árvore possui um longo galho que cresceu de tal forma que sua ponta se projetou vários metros sobre o abismo.
Agora imaginamos que na ponta deste galho está amarrada uma corda e na outra ponta da corda está você, com as mãos e pés firmemente amarrados de forma que é impossível soltá-los, e apenas se segurando à corda com os dentes.
Então pergunte à mente:

"Como faço para sair vivo desta situação sem nenhuma ajuda?"

Então o que fazemos é lançar qualquer uma dessas perguntas à mente e ordenar que responda.
Depois de lançar o koan para a mente responder deve-se concentrar esperando a sua resposta, como se estivesse olhando dentro da mente à espera da resposta que ela está obrigada a trazer.
Dessa forma, mantemos a mente “pressionada” a trazer a resposta até ela ir se cansando e ficando em silêncio.

A mente é claro, tenderá a não obedecer, a trazer respostas erradas (pois ela não conhece a resposta para um koan) ou desviar para outros pensamentos.
Por isso deve-se insistir para que ela obedeça e traga a resposta para o koan.

Se a mente insiste em desviar para outros pensamentos seja imperativo com ela dizendo mentalmente: Fora! Não é isso que estou procurando!
Em seguida volta a se concentrar esperando a resposta.

Lembre-se: qualquer resposta trazida pela mente estará errada, pois ela jamais pode conhecer algo que está além dos afetos e da mente.

Cada pessoa deve praticar a meditação (ou qualquer outra prática) respeitando seus limites, ou seja, começar praticando por pouco tempo e, gradativamente, ir aumentando o tempo da prática.
Se forçar a concentração por longo tempo logo de início, pode ser que ocorram dores de cabeça ou mesmo tontura.

É importante que se pratique essas técnicas com continuidade, preferencialmente todos os dias, pois é dessa forma que se obtém resultados.

A Técnica Científica da MEDITAÇÃO


Por Editor VOPUS

Acima de tudo é necessário aprender a viver de instante em instante, saber aproveitar cada momento, não dosar o momento. A momentaneidade é característica especial dos gnósticos. Nós amamos a filosofia da momentaneidade.

Em certa ocasião perguntaram ao Mestre Nansen:

-¿O que é o TAO?
-A vida Comum!
-Como se faz para viver de acordo com ela?
- Se tratas de viver de acordo com ela, fugirá de ti. Não trates de cantar esta canção, deixa que ela mesma cante. Por acaso o humilde soluço não vem por si só?

Recordai esta frase: "A Gnose se vive nos fatos, murcha nas abstrações, e é difícil de encontrar ainda nos pensamentos mais nobres".

Perguntaram ao Mestre Bokujo:

- Teremos o que vestir e comer todos os dias? Como poderíamos escapar de tudo isto?
O Mestre respondeu:
- Comemos, nos vestimos...
- Não compreendo - disse o discípulo.
- Então, vista-se e come - disse o Mestre.

Esta é, precisamente, a ação livre dos opostos. Comemos? Vestimo-nos? Por que fazemos disso um problema? Por que estar pensando em outras coisas enquanto estamos comendo ou nos vestindo?

Se está comendo, come, e se está se vestindo, veste-se, e se está andando pela rua, anda, anda, anda, mas não pense em outra coisa, faz unicamente o que está fazendo, não fuja do que está fazendo, não fuja dos fatos, não os encha de tantos significados, símbolos, sermões e advertências. Vive-os sem alegorias, vive-os com mente receptiva de instante em instante.

Esta tensão contínua da mente, esta disciplina contínua, leva-nos ao despertar da consciência. Se estamos comendo e pensando em negócios, é claro que estamos sonhando. Se estamos manejando um automóvel e pensando na namorada, é lógico que não estamos despertos, estamos sonhando. Se estamos trabalhando e estamos lembrando do compadre ou da comadre, do amigo ou do irmão, etc., é claro que estamos sonhando.

São terríveis o esforço e a vigilância que se necessita de segundo em segundo, de instante em instante, para não cair em sonhos. Basta um minuto de descuido e a mente já está sonhando ao recordar-se de algo, ao pensar em algo diferente do trabalho ou do fato que estamos vivendo no momento.

A TÉCNICA

Quando praticamos a meditação, nossa mente é assaltada por muitas lembranças, desejos, paixões, preocupações, etc.

Devemos evitar o conflito entre a atenção e a distração. Existe conflito entre a distração e a atenção quando combatemos contra esses assaltantes da mente. O Eu é o projetor de tais assaltantes mentais. Onde há conflito não existe quietude nem silêncio.

Devemos anular o projetor mediante a auto-observação e a compreensão. Examinem cada imagem, cada lembrança, cada pensamento que chegue à mente. Recordem que todo pensamento tem dois pólos: positivo e negativo.
Entrar e sair são dois aspectos de uma mesma coisa. O refeitório e o banheiro, o alto e o baixo, o agradável e o desagradável, etc., são sempre os dois pólos de uma mesma coisa.
Examinem os dois pólos da cada forma mental que chegua à mente. Recordem que só mediante o estudo das polaridades se chega à síntese.

Toda forma mental pode ser eliminada mediante a síntese.

Exemplo: Assalta-nos a lembrança de uma namorada. É bela? Pensemos que a beleza é o oposto da feiúra e que, se em sua juventude é bela, em sua velhice será feia. Síntese: Não vale a pena pensar nela, é uma ilusão, uma flor que se murcha inevitavelmente. Na Índia, esta auto-observação e estudo da nossa psique são chamados, propriamente, Pratyâhâra.

Os pássaros-pensamentos devem passar pelo espaço da nossa própria mente em sucessivo desfile, mas sem deixar rastro algum. A infinita procissão de pensamentos projetados pelo Eu ao fim se esgota e, então, a mente fica quieta e em silêncio.

Um grande Mestre auto-realizado disse: «Somente quando o projetor, isto é, o Eu, está ausente por completo, então sobrevém o silêncio que não é produto da mente. Este silêncio é inesgotável, não é do tempo, é o incomensurável, só então advém aquilo que é».

Toda esta técnica se resume em dois princípios:

1. Profunda reflexão.

2. Tremenda serenidade.

«REFLEXÃO SERENA»

Necessitamos reflexão serena se é que de verdade queremos conseguir a quietude e o silêncio absoluto da mente.

Entretanto, resulta claro compreender que no gnosticismo puro os termos serenidade e reflexão têm significados muito mais profundos e, portanto, devem ser compreendidos dentro das suas conotações especiais.

O sentimento de sereno transcende isso que normalmente se entende por calma ou tranquilidade, implica um estado superlativo que está além dos raciocínios, desejos, contradições e palavras, designa uma situação fora do alvoroço mundano.

Assim mesmo, o sentimento de reflexão está além disso que sempre se entende por contemplação de um problema ou idéia. Não implica aqui atividade mental ou pensamento contemplativo, e sim uma espécie de consciência objetiva, clara e transparente, sempre iluminada em sua própria experiência.

Portanto, "sereno" é aqui serenidade do não-pensamento, e "reflexão" significa consciência intensa e clara. "Reflexão serena é a clara consciência na tranqüilidade do não-pensamento".

Quando reina a serenidade perfeita, se consegue a verdadeira iluminação profunda.

PASSOS A SEGUIR

Vamos completar a Técnica da Meditação com os passos que deverão se seguir e que o Mestre nos entregou nas Dez Regras da Meditação. A ordem não é exatamente igual e a única coisa que fizemos é adequar cada uma dessas regras uma ordem didática.

Todo estudante sério que pretenda aprofundar no campo do Autoconhecimento deve valorizar e apreciar estas regras, praticando-as com responsabilidade, pois é a única forma de aprender a meditar.

PRIMEIRO PASSO:
Relaxamento absoluto de todo o corpo. É imprescindível aprender a relaxar o corpo para a Meditação, nenhum músculo deve ficar em tensão.

É imprescindível, necessário, praticar sempre com os olhos físicos fechados a fim de evitar as percepções sensoriais externas. É urgente eliminar as percepções sensoriais externas durante a meditação interior profunda.

SEGUNDO PASSO:
Fazer-nos plenamente conscientes do estado de ânimo em que nos encontramos antes que surja qualquer pensamento.

O princípio base, fundamento vivo do Shamadhi, consiste em um prévio conhecimento introspectivo de si mesmo. Introversão é indispensável durante a meditação a fundo. Devemos começar por conhecer profundamente o estado de ânimo em que nos encontramos, antes que apareça no intelecto qualquer forma mental.

Resulta urgente compreender que todo pensamento que surge no entendimento é sempre precedido por dor ou prazer, alegria ou tristeza, gosto ou desgosto, etc.

TERCEIRO PASSO:
Observação Serena. Observar serenamente nossa própria mente, pôr atenção plena em toda forma mental que apareça na tela do intelecto."Tratar de observar a mente sem interrupção".

QUARTO PASSO:
Mantralização ou Koan. O intelecto deve assumir um estado psicológico receptivo, íntegro, unitotal, pleno, tranquilo e profundo.

Os objetivos da Mantralização ou Koan são:

a) Mesclar dentro do nosso universo interior as forças mágicas dos Mantrams ou Koans.
b) Despertar consciência.
c) Acumular intimamente átomos crísticos de altíssimo voltagem.
Com os Mantrams e com os Koans ou frases que descontrolam a mente se consegue o estado receptivo unitotal.

QUINTO PASSO:
Psicanálise. Examinar, indagar, pesquisar a raiz, a origem, a causa, razão ou motivo fundamental de cada pensamento, lembrança, afeto, emoção, sentimento, imagem, desejo, etc., conforme vão surgindo na mente.

Nesta etapa será necessária a sábia combinação da meditação com o sono. É urgente provocar e graduar o sono à vontade. Da sábia combinação de sono e meditação resulta isso que se chama Iluminação.

Desta forma vai se aprofundando nos níveis ocultos da mente, conhecendo os recursos íntimos dos nossos pensamentos, sentimentos e ações.

RECOMENDAÇÕES ESSENCIAIS

Deve existir continuidade de propósitos na técnica da meditação, tenacidade, firmeza, constância, insistência. As pessoas inconstantes, volúveis, versáteis, mutáveis, sem firmeza, sem vontade, jamais poderão conseguir o Êxtase, o Satori, o Shamadhi.
Resulta agradável, interessante, assistir cada vez que se possa às salas de meditação (Lumisiais gnósticos). É óbvio que a técnica da meditação científica pode ser praticada tanto de forma individual e isolada como em grupos de pessoas afins.
REQUISITOS NA ATIVIDADE DIÁRIA
Devemos tratar de recordar, rememorar, essa "sensação de contemplar" de momento em momento durante o curso comum e corrente da vida diária. Devemos nos converter em espiões da nossa própria mente. Contemplá-la em ação de instante em instante.
É peremptório, urgente, necessário, converter-nos em vigias da nossa própria mente durante qualquer atividade agitada, revolta, deter-nos sequer por um instante para observá-la. A Essência deve liberar-se do corpo, dos afetos e da mente. Resulta evidente, notório, patente, que ao emancipar-se, ao liberar-se do intelecto, se libera de todo o demais.

Técnica simples de Meditação
Existem várias formas de meditar, umas mais complexas que outras, umas mais demoradas que outras. Aqui deixo uma técnica fácil de praticar Meditação. Se fizer esta técnica todos os dias, pode diminuir o stress na sua vida e ajuda-o a concentrar, ou seja, vai ajudá-lo a obter uma melhor qualidade de vida.

Primeiro, escolha alguma coisa para se concentrar. Escolha uma palavra, uma frase curta, uma imagem ou uma oração que prefira para se concentrar. Em algumas formas de Meditação, isto chama-se de Mantra que poderá enraizar no seu sistema de crença pessoal. Um Cristão pode-se focar em algo como ” O Senhor é o meu pastor”, um Judeu na palavra “Shalom” ou um Muçulmano em “Allah”.

Se quiser pode optar por uma palavra neutra como “calma” ou “paz”, ou ainda escolher apenas por se focar na sua respiração. Depois, calma e silenciosamente, optando por um local tranquilo e sente-se confortavelmente.

Não ponha nenhum despertador ou alarme, mas se quiser pode se sentar onde consiga ver um relógio. Agora, feche os seus olhos e relaxe os músculos. Respira devagar e de forma natural. Respire calmamente e repita a sua frase, palavra ou oração que escolheu para se concentrar a cada vez que expira.

Comece a assumir uma atitude passiva, ou seja, a sua mente irá perambular no inicio mas não tem problema. Verifique até onde vai e traga-la de volta para a sua respiração e para a sua palavra, frase ou oração de concentração. É muito importante que não seja critico para consigo mesmo nesta fase.

Não faz mal se a sua mente andar a vaguear. Apenas acontece. Dê por isso e passivamente volte à sua tarefa nesta fase. Ao fazer isto está também a contribuir para melhorar a sua atenção e concentração. Continue desta forma por 10 a 20 minutos.

Dê uma vista de olhos no relógio ou vá vendo de vez em quando, como preferir. À medida que os seus pensamentos vão entrando na sua mente, deixe-os sair e volte-se a concentrar. Pratique esta técnica uma ou duas vezes por dia para obter melhores resultados.

Conforme vai praticando esta simples Meditação, vai sendo mais fácil conseguir concentrar-se e afastar os pensamentos não relacionados com a palavra de concentração. Vai notar que as palavras que escolheu vão surgir de forma natural na sua mente.

Uma técnica de meditação para transformar o medo em amor

Muitas pessoas têm um medo da vida que é sentido como medo de outras pessoas, medo de assumir riscos, medo da raiva, etc. Isso é apenas um hábito que adquiriram e que pode começar a ser mudado por meio dessa pequena técnica de meditação que muda o seu equilíbrio - do medo para o amor.

Você pode se sentar numa cadeira ou pode se sentar em qualquer postura que se sentir confortável. Coloque as suas mãos no seu colo de forma que a mão direita fique embaixo da esquerda com os dedões se tocando e as palmas para cima. A mão direita está conectada com o cérebro esquerdo e o medo sempre vem do cérebro esquerdo. A mão esquerda está conectada com o cérebro direito e a coragem vem do lado direito.

O cérebro esquerdo é o local da razão e a razão é covarde. Por isso é que você não encontrará um homem bravo e intelectual ao mesmo tempo. E sempre que encontrar um homem bravo não encontrará um intelectual. Ele será irracional, está fadado a ser assim. O cérebro direito é intuitivo... então, isso é simplesmente simbólico, e não apenas simbólico: isso coloca a energia numa certa postura, num certo relacionamento.

Então, a mão direita fica embaixo da mão esquerda e ambos os dedões se tocam. Então você relaxa, fecha os olhos e deixa a sua mandíbula inferior ficar relaxada por um pouco - não que você force isso... simplesmente relaxada de forma que você comece a respirar pela boca. Não respire pelo nariz, simplesmente comece a respirar pela boca; é muito relaxante. E quando você não respira pelo nariz, o antigo padrão da mente não funciona mais. Isso será uma coisa nova e, num novo sistema de respiração, um novo hábito pode ser formado mais facilmente.

Em segundo lugar, quando você não respira pelo nariz, a respiração não estimula o seu cérebro. Ela simplesmente não vai até o cérebro: vai diretamente para o peito. Do contrário, continua uma constante massagem e estimulação. Essa é a razão pela qual a respiração muda nas nossas narinas repetidamente. A respiração através de uma narina massageia um lado do cérebro, e através da outra, o outro lado do cérebro. Depois de cada quarenta minutos, elas mudam.

Então simplesmente sente-se nesta postura, respirando pela boca. O nariz é dual, a boca é não-dual. Não existe mudança quando você respira pela boca: se você se senta por uma hora, estará respirando da mesma maneira. Não haverá mudança; você permanecerá num estado. Respirando pelo nariz, você não pode permanecer num estado. O estado muda automaticamente; sem você saber, ele muda.

Então isso irá criar um novo estado de relaxamento muito, muito silencioso, não-dual, e as suas energias começarão a fluir de uma nova maneira. Simplesmente sente-se silenciosamente sem fazer nada por pelo menos quarenta minutos. Se puder ficar uma hora, será de grande ajuda. Então, de quarenta minutos a uma hora: comece com quarenta minutos e, pouco a pouco, chegue a uma hora. Faça isso todos os dias por uma hora, pelo menos por três semanas.

Enquanto isso, não perca qualquer oportunidade; seja qual for a oportunidade, entre nela. Sempre escolha a vida e sempre escolha o fazer; nunca se retire, nunca fuja. Aproveite qualquer oportunidade que aparecer no seu caminho para fazer alguma coisa, para ser criativo.



Técnicas de Meditação



Para a maioria das pessoas as Técnicas de meditação estão relacionadas a coisas como relaxamento físico, redução de estresse e paz de espírito. Embora esses sejam objetivos válidos, o verdadeiro propósito da meditação é algo superior e mais espiritual. Afinal, os iogues e os profetas que primeiro reconheceram e aperfeiçoaram os princípios das Técnicas de meditação já viviam bem relaxados nas montanhas nas quais se retiravam. Eles começaram a praticar as técnicas de meditação para encontrar o self. Seu objetivo não era o descanso, mas a iluminação.

A viagem pelo self é a experiência mais importante e transformadora que você pode ter. Deixe-me explicar o que essa experiência impõe. Para começar, direi que o corpo é apenas a manifestação objetiva de nossas idéias, enquanto a mente é a manifestação subjetiva. O corpo está sempre mudando, e a mente, com os pensamentos, desejos e sentimentos também vai e vem. Tanto o corpo quanto a mente são fenômenos presos ao tempo e ao espaço, mas não são eles que experimentam as coisas. Mas, afinal, alguém passa pelas experiências – alguém que está além do tempo e do espaço – e esse alguém é o verdadeiro você. Esse “você” é a essência atemporal de todas as experiências relacionadas ao tempo, a entidade que existe por trás do sentimento, do pensamento. Esse “você” é nada mais nada menos que a alma.

A ciência moderna consegue isolar um pensamento ou uma intenção uma fração de segundo depois de eles nascerem. Mas nenhuma máquina criada pelo homem é capaz de revelar a verdadeira origem desse pensamento. É inútil procurar essa fonte no corpo ou na mente, porque ela simplesmente não está lá. É como desmontar o rádio na expectativa de encontrar lá dentro o intérprete da música que se está ouvindo. O cantor não estará dentro do rádio, que não passa de um conjunto de plástico e mental projetado para captar um campo de informações e convertê-las numa ocorrência no espaço e no tempo.

Da mesma maneira, o verdadeiro “você” é um campo não-localizado que o corpo e a mente captam no espaço e no tempo. A alma se expressa através do corpo e da mente, mas mesmo que essas duas entidades fossem destruídas, nada aconteceria ao verdadeiro “você” – porque o que eu decidi chamar de “espírito incondicional” não se encontra em forma de matéria ou energia.

Na verdade, ele existe nos momentos de silêncio entre um pensamento e outro.

Há um intervalo entre cada pensamento em que você faz as escolhas. Esse intervalo é a porta de entrada do self superior – o self cósmico. O verdadeiro “você” não está limitado pelas fronteiras físicas do corpo nem pela quantidade de anos que já viveu, mas pode ser encontrado no espaço infinitamente pequeno e ao mesmo tempo imenso que existe entre seus pensamentos.

Apesar de silencioso, esse espaço é cheio de possibilidades, um campo de potencialidade pura e limitada. Todas as diferenças entre mim e você resultam das diferentes escolhas que fizemos nesse espaço, e essas possibilidades são sempre renovadas. As ações geram lembranças… as lembranças geram desejos… e os desejos criam ações e assim por diante, num círculo que não tem fim. As sementes das lembranças e dos desejos continuamente buscam se expressar através de mecanismos mentais e corporais, criando assim o mundo que experimentamos a cada momento.

Vamos analisar melhor esse processo. Num sentido amplo, nossa existência pode ser entendida em três níveis distintos.

O primeiro nível, composto de matéria e energia, é o corpo físico.

O segundo, que é chamado de corpo sutil, inclui a mente, o raciocínio e o ego.

E o espírito e a alma existem no terceiro nível, que é chamado de corpo causal.

Através da meditação podemos retirar a consciência do caos interno e externo do primeiro nível – o mundo de objetos físicos e pensamentos cotidianos – e transportá-la para o estado de tranqüilidade e silêncio característicos da alma e do espírito. Com prática e dedicação, é possível alcançar o imenso conhecimento e desvendar as verdades definitivas da natureza.

A meditação pode assumir várias formas. As mais avançadas usam mantras. Os mantras são sons primordiais – sons básicos da natureza – que a mente pode usar como veículo para elevar a consciência. Geralmente, os mantras são selecionados por instrutores qualificados e ensinados individualmente. É assim que ensinamos a meditação dos sons primordiais no Centro de Medicina Mental / Corporal de San Diego. Mas há também outras formas de meditação, menos específicas mas ainda assim muito eficazes. A meditação atenciosa, o método que apresentado aqui, é uma excelente maneira de começar.

Meditação atenciosa

Trata-se se uma técnica simples de desencadear um estado de relaxamento profundo de corpo e mente. À medida que a mente se aquieta – e permanece desperta – você vai se beneficiar de um estado de consciência mais profundo e tranqüilo.

1. Antes de começar, encontre um local silencioso em que não vá ser pertubado.

2. Sente-se e feche os olhos.

3. Concentre-se na respiração, mas inspire e expire normalmente. Não tente controlar ou alterar a respiração deliberadamente. Apenas observe.

4. Ao observar a respiração, vai ver que ela muda. Haverá variações na velocidade, no ritmo e na profundidade, e pode ser que ela pare por um momento. Não tente provocar nenhuma alteração. Novamente, apenas observe.

5. Pode ser que você se desconcentre de vez em quando, pensando em outras coisas ou prestando atenção aos ruídos externos. Se isso acontecer, desvie a atenção para a respiração.

6. Se durante a meditação você perceber que está se concentrando em algum sentimento ou expectativa, simplesmente volte a prestar atenção na respiração.

7. Pratique esta técnica durante quinze minutos. Ao final, mantenha os olhos fechados e permaneça relaxado por dois ou três minutos. Saia do estado de meditação gradualmente, abra os olhos e assuma sua rotina.

Sugiro a prática da meditação atenciosa duas vezes ao dia, de manhã e no final da tarde. Se estiver irritado ou agitado, pode praticá-la por alguns minutos no meio do dia para recuperar o eixo.

Na prática da meditação você vai por uma de três experiências. Mas deve resistir à tentação de avaliar a experiência ou sua capacidade de seguir as instruções, porque as três reações são “corretas”.

Você pode se sentir entediado ou inquieto, e a mente vai se encher de pensamentos. Isso significa que emoções profundas estão sendo liberadas. Se relaxar e continuar a meditar, vai eliminar essas influências do corpo e da mente.

Você pode cair no sono. Se isso acontecer durante a meditação, é sinal de que você anda precisando de mais horas de descanso.

Você pode entrar no intervalo dos pensamentos… além do som e da respiração.

Se descansar o suficiente, mantiver a boa saúde e devotar-se todos os dias à meditação, você vai conseguir um contato significativo com o self. Vai poder se comunicar com a mente cósmica, a voz que fala sem palavras e que está sempre presente nos intervalos entre um pensamento e outro. Essa é a sua inteligência superior ilimitada., seu gênio supremo e verdadeiro, que, por sua vez, reflete a sabedoria do universo. Tudo estará a seu alcance se confiar na sabedoria interior.

Do livro: Saúde Perfeita
Dr. Deepak Chopra – Editora Best Seller.

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